Visa e Redecard juntas

escrito por Thiago, Friday, August 22nd, 2008 7:18 pm  4 comentários até agora  Deixe seu comentário

Redecard e Visa

É isso mesmo, que esta acontecendo pessoal, os cartões jã estão funcionando em um único POS, agora em Junho 5.000 POS foram implantados. O futuro parece menos sombrio, senhores. O mais legal é que esta media é defendida pelo Banco Central e poderá se tornar obrigatório.

Leiam abaixo a matéria da Exame que saiu esta sexta-feira 22/08/2008.

As principais empresas de cartão de crédito brasileiras começaram a compartilhar os terminais de pagamento com cartão, conhecidos como POS. Segundo a Redecard, no final de junho mais de 5 mil máquinas de processamento de transações com cartões de crédito e débito já eram compartilhadas com a Visanet e a American Express. Apesar de ainda ser um avanço pequeno comparado aos milhões de terminais existentes no país, o número praticamente dobrou em relação ao primeiro trimestre.

O maior compartilhamento das máquinas é defendido pelo governo. O Banco Central acredita que os comerciantes teriam duas economias: não precisariam pagar o aluguel do terminal para mais de uma empresa – apesar de haver uma taxa de conexão para cada uma – e poderiam ter um menor número de linhas telefônicas. No Brasil, para cada 100 reais em transações pagas com cartão de crédito, em geral o lojista fica com só 97 reais. Os demais 3 reais são divididos entre as bandeiras de cartão como Visa e MasterCard, as empresas de processamento das transações como a Visanet e a Redecard e os bancos emissores dos plásticos. Segundo a Fator Corretora, trata-se de uma das maiores taxas do mundo, capaz de tornar as empresas do setor bastante lucrativas. A margem Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações) da Redecard, por exemplo, foi de 63% em 2007, uma das maiores entre as grandes empresas do país.

O BC atribui as altas taxas cobradas pelas empresas à baixa concorrência existente no mercado. Juntas Redecard e Visanet processam cerca de 80% das transações realizadas no país. O BC ainda não definiu qual seria a melhor forma de reduzir as barreiras de entrada para o surgimento e crescimento de outras empresas. No entanto, o banco tende a estipular regras para apressar o compartilhamento de terminais.

Em entrevista ao Portal EXAME, o presidente da Redecard, Roberto Medeiros, disse ser favorável ao aumento do compartilhamento. A empresa tem cerca de 1,3 milhão de estabelecimentos comerciais credenciados e aposta que o compartilhamento poderia facilitar a penetração do cartão em locais onde têm dificuldade em chegar: as periferias das grandes cidades e municípios do interior. Também favorecerá a adoção de meios eletrônicos de pagamento em estabelecimentos comerciais com forte sazonalidade como os turísticos, entre profissionais liberais ou taxistas. Além disso, a empresa vai investir 140 milhões de reais neste ano com a aquisição de terminais. Esse número não deverá cair com o compartilhamento devido ao crescimento do mercado, mas o custo por máquina poderá ser reduzido.

Tanto a Redecard quanto a Visanet alertam, entretanto, que há limites tecnológicos para a expansão de terminais compartilhados. Cada empresa tem que embarcar seu próprio software nas máquinas. Por isso, os terminais compartilhados serão capazes de processar transações de crédito e débito, mas não haverá capacidade para fazer também outros tipos de transações, como recarga de créditos de celular e pagamentos parcelados no débito ou com tíquetes eletrônicos. Dessa forma, o compartilhamento não vai atender às necessidade de restaurantes, por exemplo.

Analistas de mercado concordam com o potencial crescimento da penetração dos cartões com o compartilhamento, mas fazem duas ressalvas. A Fator Corretora lembra que as taxas de conexão são menores que os aluguéis dos terminais – que hoje representam nada menos que 21% da receita da Redecard. Já o Unibanco lembra que uma importante barreira para a entrada de outras empresas nesse setor é que seria necessário um investimento inicial de 500 milhões de reais apenas na compra de terminais. Caso o BC determine que o compartilhamento das máquinas passe a ser obrigatório com qualquer empresa, esse investimento poderia ser bastante reduzido.

As líderes de mercado, no entanto, continuariam a ter uma série de vantagens competitivas. Novos concorrentes teriam que desenvolver tecnologias para a segurança das transações, ganhar a confiança dos estabelecimentos comerciais, enfrentar uma possível reação agressiva de Visanet e da Redecard e conseguir o apoio dos bancos que emitem os cartões – sendo que as maiores instituições financeiras são sócias das duas empresas e não têm nenhum interesse em prejudicá-las.

As empresas de cartão admitem que o compartilhamento deve ser acelerado nos próximos anos, mas não está claro qual será a velocidade de transição para o novo sistema. O BC deve encaminhar em setembro um estudo para os órgão de defesa da concorrência dos ministérios da Fazenda e da Justiça com propostas para aumentar a concorrência no setor. A expectativa é que da parceria do banco com as duas pastas surjam medidas para obrigar as empresas a investir mais no compartilhamento. Especialistas no setor lembram, no entanto, que propostas semelhantes já são discutidas em Brasília há mais de uma década – sem que nada tenha sido feito.

Categorias:

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4 comentários sobre “Visa e Redecard juntas”

  1. Leonardo escreveu:

    Tenho feito um plano de negócios para abrir um site de comércio eletrônico e as taxas de administração das operadoras no Brasil são muito altas devido em parte a falta de concorrência e a própria atuação da legislação brasileira que permite taxas de 3% a 6%. Outras alternativas como o paypal, pagseguro, também impõem taxas desestimulantes e inviáveis para certops tipos de negócio. É valido lembrar que nos EUA, mecanismos de proteção ao consumidor e ONG’s reduziram estas taxas de administração a casa de 2%, muito menor que a taxa de “sócio majoritário” cobrada pelas nossas amigas visa, mastercard e amex do Brasil.

  2. Thiago escreveu:

    Leonardo, que bom que deixou sua visão sobre nossas queridas administradoras de cartões.

    Realmente o “homi” fazem o que querem e ninguém pode falar nada. Por estarmos ainda em um mercado muito prematuro eles aproveitam ao máximo, lembro-me no final de 2006 quando um cliente nosso teve algumas fraudes e reclamou pesado com a Visa, para nosso espanto a administradora suspendeu o serviço e a loja ficou 3 meses sem vender com cartões visa.

    Isso me parece muito a lei das ruas, onde se você for falar algo eu te dou um tiro ou paro com o fornecimento da droga.

    A Camara-e.net que poderia fazer algo a respeito, não nos diz nada, parece mais um clube do bolinha onde as grandes se associam para trocar figurinhas.

    Mais uma vez, muito boa colocação Leonardo.

  3. Claudia escreveu:

    Isso é maravilhoso………Poder ter uma só maquina e 2 bandeiras. Sei que vou economizar muito. Nao vou precisar pagar 2 aluguéis.

  4. CRV MODAS escreveu:

    QUAL A GARANTIA QUE O LOJISTA TEM SE ELIMINAR UMA MAQUINA E DEPOIS NAO DER SEQUENCIA?

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