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escrito por Thiago, Friday, April 25th, 2008 7:38 am  Sem comentários  Deixe seu comentário

Estudo divulgado nesta terça-feira (15/04) sobre as Intenções de Compra na Internet no 2º trimestre de 2008, do Programa de Administração do Varejo (Provar), da FIA (Fundação Instituto de Administração) e da Felisoni & Associados, em parceria com a e-bit, indica que os consumidores paulistas ainda desconfiam de compras pela internet.

Segundo a pesquisa, apenas 19,6% dos 4.207 residentes entrevistados no Estado de São Paulo têm intenção de comprar pela internet nos três próximos meses. O número é um pouco maior do que o registrado no trimestre anterior (18,8%).

Enquanto isso, outro levantamento feito com 500 entrevistados de São Paulo mostra que 63,2% têm intenção de comprar pelo varejo tradicional no próximo trimestre.

A alta incidência de visita a lojas físicas de varejo antes do fechamento de uma compra online demonstra como apenas CDs, DVDs, livros e revistas são itens comprados sem muita desconfiança – 46% dos entrevistados afirmaram que compram direto da internet.

Quando a compra envolve produtos maiores e mais caros, o perfil muda. O estudo indica que 71% dos paulistas preferem ver produtos de telefonia na loja antes de comprar online, enquanto 70% fazem o mesmo com eletroeletrônicos e 67% com itens de informática.

A despreocupação com DVDs, CDs, livros e revistas faz desta categoria a mais popular para compras pela internet, com 43,6% entrevistados admitindo planos de comprar algum destes produtos em lojas virtuais entre abril e junho deste ano.

Artigos de informática (33,2%), eletroeletrônicos (30,6%) e produtos de telefonia (20,8%) fecham o ranking de intenções de compra pela web no próximo trimestre.

Mulheres compram mais cosméticos
Os cosméticos, produtos de perfumaria e saúde são os mais comprados online pelo público feminino (66%), à frente das categorias “Utilidades Domésticas (58%), “Produtos para casa” (57%) e “Brinquedos” (55%).

Já os homens usam a internet para adquirir mais produtos de informática (68%) e eletroeletrônicos (64%). No ranking masculino de aquisições por lojas virtuais seguem “Telefonia e Celular” e “Viagem e Turismo”, ambos com 60%.

Na web, as mulheres continuam mais consumistas que os homens: 62% do público feminino não têm intenções de comprar no próximo trimestre, contra 38% do público feminino que não comprará online.

Intenção por faixa de renda

Os brasileiros com renda alta são os que mais têm intenção de compra na internet para o segundo trimestre. Quase metade (44,5%) dos consumidores com renda acima de 3.901 reais devem comprar pela web no período.

Há um abismo desta para as outras faixas de renda: 15% dos que ganham de 2.991 até 3.900 reais pretendem comprar em lojas virtuais, enquanto 17,6% de quem possui faixa de renda entre 1.951 até 2.990 reais fará o mesmo. O número volta a cair na faixa de 1.041 a 1.950 reais, na qual 14,7% têm intenção de comprar na web.

As faixas de menor renda mostram outro abismo em relação a compras digitais. Apenas 6,7% do público com renda entre 391 e 1.040 reais deverá adquirir produtos pela internet no próximo trimestre, contra o ínfimo 1,5% de consumidores com salário de até 390 reais que desejam comprar online.

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