Balela, loja online não tem custos menores!

escrito por Thiago, Monday, June 30th, 2008 8:11 pm  7 comentários até agora  Deixe seu comentário Bookmark and Share

Recebi hoje em meu e-mail a notícia na Folha de S.Paulo com o assunto, Lojas virtuais dizem que têm custos menores, decidi então escrever logo depois que recebi a notícia com o intuito de realmente dizer a verdade.

Vender online não é mais barato, se falarmos realmente de vendas e não de trocados. A Folha de S. Paulo me coloca uma matéria falando de lojas virtuais e me fala de Marcado Livre, pelo amor de Deus…, vamos falar de e-commerce de verdade e não de lojinhas de fundo de quintal.

Não se pode colocar no mesmo balaio, não tem nada haver o que comentaram no artigo da Folha, vejam abaixo alguns parágrafos.

Lojas virtuais e sites que vendem produtos eletroeletrônicos afirmam que seus custos são menores do que os do comércio tradicional, o que permite tornar os preços mais competitivos e oferecer mercadorias até pela metade do preço. Isso não significa, segundo eles, que estejam praticando “concorrência desleal”.

O Mercado Livre informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que os preços dos produtos que anuncia podem estar menores porque podem ser seminovos ou porque o usuário que já tem um home theater, por exemplo, ganha outro de presente e, em vez de trocar por outro produto, decide vender por meio do site.

O que é isso??? Não acredito o que estou lendo, a internet possibilita vender produtos pela metade do preço!!!!!!! É espetacular, simplesmente fantástico, não sei como não notaram isso antes… Não sei você leitor do blog E-commerceBrasil mas estou achando que os leitores da Folha de S.Paulo devem ser crianças de 6 anos que ainda acreditam em papai noel.

A matéria ainda continua.

“Se o consumidor entrar no site de grandes redes varejistas, verá que, muitas vezes, os preços anunciados na internet são inferiores aos praticados na loja física. Isso porque locar uma loja no shopping custa muito mais caro que um espaço na internet”, afirma, em nota, o site www.mercadolivre.com.

Além do custo do espaço físico ou da locação dele, o site informa que, no comércio virtual, os custos com a contratação de pessoal, os estoques e a logística são inferiores e, por essa razão os produtos podem ser oferecidos por preços menores.

Eu gostaria de um comparativo entre os custos de uma loja em um shopping que tem faturamento de R$ 300.000,00 e uma loja online que tenha faturamento de R$ 300.000,00, se alguém conseguir me mostrar que realmente é muito mais barato ficarei enormemente agradecido pois poderei passar toda este economia para meus clientes que irão com certeza comprar mais. Mas por favor, não me venham com ilegalidade.

Seria bem melhor se todos realmente contassem a verdade sobre o e-commerce, que não é uma ilha encantada onde você mostra seus produtos mágicos e começa a vender para todos que estão ansiosos pelos seus produtos e sua loja. NÃO EXISTE MILAGRE! Se você estiver falando de ilegalidade o lucro são absurdos, assim como seu eu comprar no Paraguai e vender na esquina de casa, quero ver trabalhando conforme as regras do jogo.

Boa noite e boa reflexão, e-commerce dá muito dinheiro, assim como uma loja física bem gerida.

Para quem desejar ler o artigo na Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u417580.shtml

Categorias:

Negócios
7 comentários até agoraDeixe seu comentário Bookmark and Share

Relacionados:

7 comentários sobre “Balela, loja online não tem custos menores!”

  1. roberto camargo escreveu:

    concordo que me classificar o mercado livre como ecommerce é um enorme absurdo, que a americanas vende pela internet mais barato porque os custos sao menores tambem acho que força um pouco, pois acredito (nao tenho certeza) que o custo da empresa é um só, quando ela paga no fabricante é o mesmo pra loja fisica e virtual, mas tenho certeza absoluta que alguma empresa que esta apenas no mundo virtual, tem um custo muuuuito menor do que uma que tem comercio fisico tambem, pois a empresa pode ser em bairro afastado e rua nao movimentada, e um “aluguel” por exemplo é 1/4 do que ter uma loja em ruas centrais de grande movimento, não precisa ser grande, pois não precisa de espaço para estoque e mostruario, apenas para estoque, não precisa de varios vendedores, fora estoquistas … e por ai vai … mas por favor, mercado livre não né folha de sao paulo, vão estudar primeiro antes de fazer uma matéria dessa. Por favor, você tem o link dessa matéria ?

  2. Thiago escreveu:

    Obrigado por deixar sua opinião Roberto. Só queria esclarecer que as vezes as pessoas observam custos menores no e-commerce mas não notam que os custos são proporcionais a vendas menores também.
    Por exemplo, se abro uma lojinha de bolsas em um bairro, provavelmente terei que investir na infraestrura, mostruário, estoque, vendedor e folhetos para divulgar na região. Acredito que essa brincadeira custe uns 10.000,00 de início e uns 4.000,00 por mês. Agora vamos abrir esta mesma loja na web, designer, sistema de loja, estoque, frete, propaganda. Não sei se teríamos um custo tão mais baixo que os 10.000 iniciais, e os 4.000,00 será que conseguimos pagar os produtos, o sistema da loja, os 5% do cartão, receber em 6x, comprar mais produtos, pagar o frete… é pertado não é?
    Podemos prolongar esta conversa encantadora em próximos posts com o maior prazer Roberto.

  3. Fábio Cherubini escreveu:

    Thiago: li com atenção o seu post e sinto que devo lhe dizer algumas coisas. Primeiro, para produzir esta matéria, a reportagem da Folha consultou fontes, não tirou essas informações do nada. Se a Folha afirma isso, é porque há um respaldo para isso. Nos trechos citados por você, por exemplo, a fonte que sustenta essas afirmações é o site Mercado Livre.

    Tá certo, talvez o Mercado Livre ou o E-bay não sejam o melhor exemplo de e-commerce e, talvez, a Folha realmente tenha errado em ter apenas os consultado. Agora, é importante frisar que a própria Folha vende produtos por meio de seu site; no caso, livros, o que, queira ou não queira, também a coloca no “hall” das lojas virtuais.

    Em terceiro lugar, vejo de forma positiva você apresentar uma opinião contrária à colocada nas páginas do jornal. Isso só incrementa o debate acerca do tema, principalemnte por você trabalhar já há um bom tempo na área.

    Por isso, trago à você algumas sugestões: a) porque não demonstrar, com fatos, que a Folha veiculou uma matéria com informações furadas, como você fez na resposta do comentáio acima? É importante que você leve esta crítica ao jornal. Melhor: b) sugira à algum outro meio de comunicação este tema, ou seja, como, hoje em dia, ter um e-commerce não é tão barato assim.

    Tenho certeza que alguém se interessará e terá o maior prazer de ouví-lo como fonte.

    Bom, fico por aqui. Obrigado pela atenção.

    Fábio

  4. Vinícius Barbizani escreveu:

    Ola Thiago,

    Realmente é muito mais complicado faturar com e-commerce hoje do que com o mercado tradicional. Não vou falr do mercado livre, não acho que é o caso, como foi falado aqui. Mas a rentabilidade no e-commerce pode ser questionável, como você comentou com o Roberto, uma loja virtual suporta um número muito maior de pessoas do que uma loja física. Sem falar no tanto que ela pode expandir com iniciativas como, por exemplo, um Programa de Afiliados. Acredito que os grandes players do e-commerce hoje estão faturando muito, mais do que a maioria das grandes lojas físicas.

    Acredito também, que o principal motivo para que o e-commerce não seja tão popular é a cultura em que vivemos por aqui. O brasileiro ainda não compra muito na web e a maioria das lojas segue essa tendência e não aposta na internet como mercado. Para ter alta rentabilidade é preciso ousar um pouco mais.

    Mas comprar por um menor preço na web é possível sim. Da mesma forma que no mundo físico, quando uma compra é feita em grande quantidade ela esta mais passiva a receber descontos e vantagens, no mundo virtual isso também é possível. Várias pessoas comprando um mesmo produto é varejo coletivo. Com a força do ‘grupo de compra’, essas pessoas podem barganhar junto das lojas e fornecedores um menor preço e, quanto mais pessoas nesse grupo, mais descontos elas podem ganhar. Essa é a proposta do Compra3, que organiza o processo de compra e usa o poder do ‘consumidor em rede’ para conseguir benefícios que não existem em outros lugares, nem na web, nem no mundo físico. Sejamos otimistas.

    Abraço

  5. Thiago escreveu:

    Obrigado por deixarem suas visões Vinícios e Fábio.
    Com relação ao que o Vinícios disse sobre a compra de produtos mais baratos realmente tem razão, você consegue comprar mais barato caso a loja tenha volume de venda. Mas isso acontece tanto online quanto offline então não é uma regra do e-commerce (loja virtual) por isso que afirmei que vender online não é mais barato.

    Fábio obrigado pela dica de informar a Folha e outros veículos sobre o que realmente acontece. Realmente vou começar trabalhar neste sentido, afinal não escrevo para tumultuar e sim para esclarecer o que realmente acontece. Recebo ligações de dezenas de empresas procurando fazer sua loja online, mas a grande maioria não tem a menor noção do que vão encontrar pela frente, exatamente porque os veículos de comunicação dizem muitas coisas erradas e ilude o pobre coitado que acha que internet é milagrosa.

  6. Leonardo escreveu:

    Tenho empreendido tempo no planejamento de um negócio em meio eletrônico e de fato os custos neste mercado parecem menores mas não milagrosos. A princípio acredito que redução de custos através de distribuição através de venda direta, redução de estoques, exposicão dos produtos para um mercado sem restrições geográficas podem ser possíveis. Realmente custos operacionais de uma empresa, como alguel, luz, telefone, motoboy, secretaria podem ser maiores no varejo tradicional, porém também sabemos que a construção de um website pode custar entre 3 mil a 40, 50 mil, dependendo da loja.
    A maior probabilidade que vejo então em redução de custos viruais são:
    - possibilidade de reducão de intermediários , reduzindo as somas de margens de lucro dos compoentes do canal no preço do produto.
    - custos fixos possivelmente menores tais como alguel, segurança, movimentação de mercadorias, formação de estoques…

    Talvez estes aspectos somados a possibilidade de obter receitas exponenciais num mercado de visibilidade nacional, passe a impressão de que não precisa ter uma distribuição intensiva como as casas bahia, com milhares de lojas, podendo através de apenas 1 unica baseada em endereço eletrônico, atingir todo este mercado.

    Abraço

  7. Carol Fernandes escreveu:

    Olá Thiago,
    Muito importante ter ressaltado que não existem milagres nas vendas online . É necessário investimento, estudo de mercado e tantos outros ítens se a intenção for realmente lucro e não apenas trocados .
    Creio que seria interessante que fizesse um post a esse respeito esclarecendo os mais desavisados para que não se iludam …
    Mas tenho que dizer: amo o que faço, e-commerce é realmente fascinante .

    Um abraço .

Deixe sua opinião:

Submarino.com.br

Explore o E-commerce Brasil